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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

EXISTE "ABORTO SEGURO"?


O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto divulgou no dia 28 de janeiro uma nota com a forte denúncia de que o Ministério da Saúde imprimiu um folheto com instruções para o uso do Misoprostol, mais conhecido como Cytotec, atualmente um dos modos mais usados para o aborto clandestino no Brasil. Essa publicação certamente faz parte de uma política à qual chamam de “redução de danos”, conseguindo que o aborto clandestino seja “seguro”.
O argumento do governo é de que o “aborto inseguro” seria uma questão de saúde pública. Na linha desse pensamento, criou-se, com financiamento público, o chamado Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA), que tem realizado eventos e publicações no Brasil.
O GEA está vinculado ao Consórcio Latino-Americano Contra o Aborto Inseguro (Clacai), que realizou em agosto de 2012 a sua terceira conferência, na Colômbia, com diversos representantes do Brasil.
Além do financiamento público, o consórcio também é financiado por instituições internacionais que buscam a descriminalização do aborto na América Latina, com foco na alegada “saúde reprodutiva da mulher”. Na verdade, tais entidades focam o controle populacional, vendo no aborto um modo de reduzir a população mundial. Citam-se, por exemplo, a Ford Foundation, o Grupo de Información en Reproducción Elegida (Gire), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Population Council e a Marie Stopes International – esta última oferecia em setembro passado, em seu site, aborto por apenas 299 euros para mulheres da Irlanda do Norte (onde o aborto é restrito) que quisessem viajar para fazer o aborto na Inglaterra. O site oferece também informações em diversas línguas, incluindo o português, dando instruções sobre como viajar ao exterior para fazer aborto, bem como os preços cobrados.
Fica evidente a orquestração internacional para interferir na legislação e na prática do aborto no Brasil, em contraste com a opinião do nosso povo e as leis em vigor. Essa orquestração não exclui claros interesses financeiros.
Em relação ao “aborto seguro”, o primeiro e mais evidente é que, para o ser humano que está sendo abortado, essa nunca será uma prática segura. Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 milhão e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira. Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu – por maior ou menor tempo – e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.
Quanto ao número de mortes maternas devido ao aborto, com frequência apresentam-se à opinião pública números inflacionados. Segundo números indicados pelo Datasus para 2010, os óbitos de mulheres em idade fértil – por todas as causas – somam 66.323. Destes, os devidos a gravidez, parto ou aborto foram 1.162. Restringindo-nos apenas a aborto, temos 83 mortes. Embora cada morte importe, este certamente não é um número que justifique mudanças na legislação ou mesmo políticas de “redução de danos” que na verdade tornam o governo cúmplice do crime do aborto.
Em síntese, se o aborto é o problema, o aborto não pode ser a solução.
Lenise Garcia, professora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB), é presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1340439&tit=Existe-aborto-seguro-

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pornografia infantil: sexólogos holandeses pedem legalização



O preço da extrema liberdade holandesa é um rastro de crianças inocentes vítimas de monstros sexuais insaciáveis em suas reivindicações de direitos.
Dois sexólogos holandeses querem que o governo legalize a produção de filmes pornográficos infantis. Tal pornografia, segundo eles, ajudaria a controlar as “tensões sexuais” dos estupradores de crianças.
Erik van Beek e Rik van Lunsen, pesquisadores do Hospital Universitário de Amsterdã, apresentaram sua polêmica ideia durante uma entrevista ao jornal Trouw. Segundo os dois, “se produzirmos pornografia infantil sob rígido controle do governo, com uma espécie de selo que ateste que nenhuma criança sofreu qualquer abuso, podemos oferecer aos pederastas uma forma de regular suas tensões sexuais”.
A ideia deles foi fortemente criticada pela opinião pública. Na Holanda, a criação, difusão ou mesmo posse de material com qualquer alusão à pornografia infantil pode acarretar em uma pena de até cinco anos de prisão. A criminalização pode mudar se suficientes “especialistas” convencerem os legisladores e a população de que a pornografia infantil é necessária para “frear” as tendências dos estupradores de crianças.
Erik van Beek alega que cerca de 1% dos 16,5 milhões de holandeses possuem essas tendências, que estão cada vez mais sendo vistas como “orientação” por especialistas. Numa sessão parlamentar no Canadá em 2011 especialistas em psicologia afirmaram que a pedofilia é uma “orientação sexual” comparável à homossexualidade ou heterossexualidade
A Holanda foi um dos primeiros países do mundo a legalizar o “casamento” gay, mas seu pioneirismo só ficou mesmo evidente quando se tornou o primeiro país do mundo a ter um partido político oficialmente engajado na luta para legalizar a pedofilia. Seu fundador, o homossexual Ad van den Berg, foi condenado em 1987 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos, mas ele afirmou que o relacionamento foi “consensual”.
Em outubro de 2011, Van den Berg, então com 67 anos, foi condenado a apenas três anos de prisão por ter em seu computador milhares de filmes e 130 mil fotografias de pornografia infantil, entre as quais estavam 13 mil em que o próprio Van den Berg aparecia com destaque.
O partido pedófilo, chamado oficialmente de Partido do Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, foi fundado em 2006 por Van den Berg.
A liberalização das leis na Holanda não tem vindo sem consequências.
Robert Mikelsons, um homossexual de 29 anos "casado" com outro homem, foi condenado neste ano na Holanda a 18 anos de prisão e internação forçada numa instituição psiquiátrica depois que confessou ter abusado sexualmente de 83 crianças, algumas das quais tinham apenas alguns meses de vida.
Mikelsons confessou também que tirava fotos e fazia filmagens dos abusos, para uso em pornografia infantil. Esse material seria distribuído internacionalmente por meio de redes pedófilas na internet.
Mesmo assim, a Holanda continua um paraíso para reivindicadores de direitos excêntricos e anormais. Pervertidos sexuais, travestidos de especialistas e ostentando títulos e doutorados, sempre conseguem, cedo ou tarde, que as leis se dobrem diante de seus desejos desenfreados.
O preço da extrema liberdade holandesa é um rastro de crianças inocentes vítimas de monstros sexuais insaciáveis em suas reivindicações de direitos.

(escrito por Julio Severo, em 26/11/2012)

Fontes:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

SÓ QUEM AMA CONHECE


A técnica sem o amor e o respeito à vida torna-se desumana

Por Antonio Gaspari
ROMA, terça-feira, 11 dezembro de 2012 (ZENIT.org) - "Só quem ama conhece”, por este motivo “ninguém como as mães para terem um conhecimento verdadeiro e autêntico dos próprios filhos”. Assim Roberto Colombo, diretor do Centro de Estudo de doenças hereditárias e raras de Milão, durante a manifestação para a entrega do prêmio europeu pela Vida às mães da Europa, que aconteceu ontem no Capitólio em Roma, explicou “porque o feto é um de nós”.
De acordo com o prof. Colombo é evidente que o nascituro é o início da vida de todo homem e de toda mulher, assim como cada um de nós já foi um nascituro, mas a lógica tão óbvia parece não ser suficiente para a cultura do mundo moderno.
Disse o prof. Colombo que quando era ainda jovem estudante perguntou ao prof. Jérôme Lejeune o motivo de estudar para se tornar um geneticista, e o eminente professor respondeu “é o trabalho mais bonito do mundo porque permite conhecer, amar e servir a vida humana”. Conhecer, amar e servir a vida, um programa que está levando Lejeune aos altares.
O verdadeiro progresso da ciência, acrescentou o prof. Pino Noia, ginecologista e vice-presidente da Quercia Millenaria, é o de passar de uma informação genética a um sábio conhecimento. O prof. Noia explicou os imensos progressos da ciência e da técnica pré-natal, revelou dados e explicou práticas que estão salvando a vida de milhares de crianças. Demonstrou que com amor e sabedoria é possível salvar milhares de vidas humanas, mas também salientou como a cultura da separação está multiplicando as vítimas, com milhões de abortos voluntários, crianças de proveta e tentações selvagens de produzir em laboratório meninos e meninas eliminando funções e o amor dos pais.
Noia observou que “não temos medo da ciência mas temos medo de como ela é usada” e neste contexto explicou o seu envolvimento com La Quercia Millenaria, da qual é o vice-presidente. AQuercia Millenaria é a única associação na Itália que propõe a assistência à gravidez com todo tipo de deformações fetais, propondo a cura no útero onde é possível, ou também o acompanhamento da criança considerada “incompatível com a vida”. É reconhecido internacionalmente como o único Hospital Pré-natal italiano, e desenvolve um serviço regular voluntário de cuidados Pré-natal dentro do Gemelli.
“Nós acreditamos – concluiu Noia – que o seu filho não é um acidente. Acreditamos, porque o vivemos isso na nossa pele, que vocês são escolhidos como pais de uma criatura muito especial. Nos esforçamos para não deixar você sozinho...”
(Trad. TS)
Fonte: http://www.zenit.org/article-31944?l=portuguese

COMO VEMOS NOSSOS FILHOS?


Reflexões para a Festa da Sagrada Família

Pe. Anderson Alves
BRASíLIA, Sunday, 30 December 2012 (Zenit.org).
Percebe-se atualmente uma crise educativa cada vez mais intensa. De modo geral, constata-se que o nível médio de educação diminui drasticamente e que o processo formativo dos jovens enfrenta grandes dificuldades. As crianças e os adolescentes aprendem cada vez menos; a autoridade dos professores tende a desaparecer e os jovens, em meio a uma aparente energia, sentem-se sós e desorientados. E isso numa época de incrível desenvolvimento da Pedagogia. Nunca houve tantas pessoas que estudam essa ciência e nunca tivemos tantas teorias pedagógicas como agora. No Brasil a crise educativa é cada vez mais preocupante, embora tenha eminentes pedagogos. Um recente estudo comparou a educação em 40 países e mostrou que o Brasil (6ª Economia do mundo) ficou em 39º lugar na educação, atrás de países como Singapura (5º), Romênia (32º), Turquia (34º) e Argentina (35º)[1]. Certamente uma das causas da atual crise educativa no Brasil não é a falta de recursos, mas algo mais profundo: não sabemos mais como ver e tratar os nossos filhos.
Até a metade do século passado, tínhamos uma ideia bem clara sobre o que eram os nossos filhos: acima de tudo, eram considerados um dom de Deus, um presente que nos tinha sido dado para ser tratado com atenção, carinho e muita resposabilidade. Os filhos eram visto como um dom divino e a paternidade era considerada uma participação especial no poder criador de Deus. De modo que os filhos eram tratados com respeito e a vida era acolhida com alegria e generosidade.
Isso se deve ao fato de que nosso modo de viver até então era marcado pelos ensinamentos da cultura judaico-cristã. Seguia-se o exemplo de figuras como a de Ana (Cfr. 1 Sam. 1), uma mulher estéril que todos os anos ia a um Templo de Israel prestar culto a Deus, e que, certa vez teve a ousadia de pedir-lhe um filho. Depois que Deus escutara suas ferventes orações, ela retornou ao Templo para agradecer o dom recebido e para consagrar a vida daquele novo ser a Deus. Ana era plenamente consciente de que a vida humana procede e retorna a Deus, para quem nada é impossível.
A partir da “revolução” de 1968 uma nova cultura surgiu, na qual a visão bíblica foi abandonada. S. Freud, na sua época, sonhava o dia em que fosse separada a geração dos filhos da estrutura familiar, algo que a partir de 68 vem se tornando frequente. Desde então, procura-se incutir nos jovens a idéia de que os filhos são um obstáculo, algo que tolhe a liberdade, a autonomia e que impede a realização pessoal. Os filhos passam a ser considerados como uma ameaça e a gravidez como uma espécie de doença, que deve ser evitada a todo custo. E às pessoas que não são tão jovens, transmite-se a ideia de que os filhos são um “direito”. Desse modo, os filhos passam a ser considerados ou como uma “ameaça” ou como um “direito”, não mais como um dom. Daí surgem problemas sérios. Na Inglaterra, por exemplo, esse ano um dos pedidos mais feitos ao “Papai Noel” pelas crianças foi um pai; outro pedido comum foi, simplesmente, ter um irmão. O risco atual é que os adultos passem a considerar os próprios filhos como uma espécie de “mercadoria”, um sonho de consumo, que deva ser realizado num momento perfeitamente determinado. Os filhos são cada vez mais frutos de cálculos e não tanto do amor. E isso deixa feridas graves nas crianças.
Deixar de considerar os filhos como um dom divino e tê-los simplesmente como o resultado de uma técnica é um passo importante para a desconfiguração das famílias e para arruinar a educação. De fato, ocorre com frequência que os pais, paradoxalmente, procuram “superproteger” os filhos, buscando livrá-los de qualquer perigo e, ao mesmo tempo, não querem encontrar o tempo para dedicar-se à difícil tarefa educativa dos mesmos. As crianças são enviadas cada vez mais cedo às escolas e os professores devem se empenhar em transmitir valores que as crianças deveriam ter recebido em casa.
E há ainda outro grave perigo: os adultos procuram ter filhos mais para serem aprovados por eles, do que para transmitir um amor total, gratuito e comprometido. Sejamos sinceros: muitas vezes, em nossas famílias ocorre algo perverso: os pais se comportam como crianças, lamentando-se da infância que tiveram, e os filhos se sentem obrigados a comportarem-se como adultos[2]. Com essa mudança de papéis ninguém assume o a própria responsabilidade familiar, e isso se reflete no rendimento dos jovens nas nossas escolas e Universidades.
Nesse ponto, podemos talvez voltar nosso olhar ao livro que formou a civilização ocidental. O Evangelho conta-nos somente uma cena da adolescência de Jesus e do seu “processo educativo”. Quando ele tinha 12 anos, foi levado ao templo por Maria e José para participar na festa da Páscoa (Cfr. Lc 2). O jovem judeu quando cumpria essa idade iniciava a ser considerado adulto na fé. Quando aquela familia deve retornar a casa, Maria e José se distraem e Jesus, como verdadeiro adulto, permanece no templo discutindo com os doutores da Lei. Quando ele é reencontrado, Maria o repreende, mesmo sabendo que quem estava diante dela não só era um “adulto” na fé, mas o mesmo Filho de Deus: “Meu filho, que nos fizeste? Teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição”. E Jesus, depois de manifestar a plena consciência da sua identidade divina (“não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”), volta à casa com Maria e José e “era-lhes submisso em tudo”. Que impressionante! Maria e José não fugiram de sua responsabilidade educativa em relação àquele adolescente que sabiam ser o Filho de Deus; e Jesus, sendo verdadeiro Deus, volta à casa com sua família, obedecendo-lhes em tudo até os 30 anos. Vemos assim que na família de Nazaré ninguém fugia da própria responsabilidade, uma vez que eram unidos por um verdadeiro amor, o qual se demonstra na autoridade, na humildade e no serviço e não no autoritarismo ou na indiferença.
Parece, portanto, que para se recuperar o sentido da verdadeira educação, para se enfrentar à grave crise educativa atual, devemos ajudar as famílias a considerarem a vida como um dom de Deus, a tratarem os seus filhos com verdadeira diligência, não delegando toda a responsabilidade educativa a outras pessoas ou intituições. A tarefa é árdua, mas pode ser realizada, especialmente à luz da fé que por séculos iluminou a nossa sociedade. Devemos voltar a seguir ao modelo da Sagrada Família mais do que aos parâmetros contraditórios de uma “revolução” que só trouxe ao mundo a exaltação do egoísmo, da irresponsabilidade e o consequente aumento do sofrimento dos mais débeis.
Pe. Anderson Alves é da diocese de Petrópolis – Brasil - e doutorando em Filosofia na Pontifícia Università della Santa Croce, em Roma.
[2] Sobre isso cfr.: G. Cucci, La scomparsa degli adulti, «La Civiltà Cattolica», II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).
Fonte: http://www.zenit.org/article-32067?l=portuguese

ESPANHA: SE O GOVERNO NÃO ELIMINAR O SUPOSTO RISCO PSICOLÓGICO NO ABORTO, NADA MUDARÁ


Associação Direito de Viver exige reforma nos prazos permitidos pela lei de aborto

MADRI, Thursday, 27 December 2012 (Zenit.org).
A plataforma cidadã Direito de Viver avaliou os dados oficiais de 2011 sobre o aborto na Espanha, recentemente divulgados. “Desde 2009, durante a tramitação da lei aprovada em 2010, alertamos que essa legislação seria mais mortífera ainda que a de 1985. E foi. Em 2011, foram mortas 5.328 vidas a mais do que em 2010, de maneira cruel e violenta, dentro do ventre materno”, afirmou em 22 de dezembro Gádor Joya, porta-voz da plataforma Direito de Viver. Os números totais de abortos em 2011 no país equivalem à população inteira de algumas cidades espanholas, como Jaén, Orense, Lugo, Gerona ou Cáceres.
“Se o governo do Partido Popular não desistir de retomar o pressuposto psicológico da nova lei, como eles prometeram, nada vai mudar”.
O relatório, do próprio executivo, demonstra que 89,58% dos casos registrados são resultantes de pedidos feitos nas primeiras 14 semanas de vida. A porcentagem é muito semelhante à dos abortos adscritos à chamada “premissa descriminalizadora por risco psicológico da mãe”, de anos anteriores.
“Desde o começo da tramitação da lei, nós denunciamos que eles pretendiam apenas consolidar a fraude legal que já acontecia na prática com a desculpa do risco psicológico”, prossegue Joya.
Longe de contribuir para a diminuição dos abortos, nem as campanhas de prevenção, nem a instrução dos adolescentes em matéria sexual conforme previsto em lei, nem a venda indiscriminada e descontrolada da pílula do dia seguinte serviram para frear o aumento do fracasso social do aborto. Pelo contrário, cada vez mais mulheres sofrem as consequências de ter abortado, e, com elas, toda a sociedade padece junto.
Responsabilidade do governo atual
Com base nos dados de 2011, é previsível que, em 2012, sem nenhuma mudança legal, o aborto tenha crescido, no melhor dos casos, na mesma proporção. A doutora Gádor Joya destaca, a respeito, que “o governo atual é responsável por não ter mudado nada e, portanto, é responsável por ser o governo em que muito provavelmente superamos a cifra de 120.000 abortos em um só ano”.
Todos os anos, as estatísticas sobre o aborto são publicadas com atraso injustificado. “Se nós conhecemos estatísticas e dados bem mais complexos, como os macroeconômicos, não tem nenhum sentido não saber os números do aborto com a mesma frequência trimestral”, denuncia Joya.
Os sucessivos governos “sempre tentam publicar esses dados com o menor impacto midiático possível, porque são os dados da vergonha e do escândalo”, prossegue a porta-voz da plataforma Direito de Viver. Neste ano, a publicação foi feita no início das férias de natal e na véspera do sorteio de loteria mais popular do país.
“O governo teve a desvergonha de publicar os dados no mesmo dia em que termina o outono, que era a data limite anunciada pelo próprio ministro da Justiça para apresentar um projeto de reforma da lei do aborto. Gallardón mentiu reiteradamente sobre isto. Já comprovamos, neste campo, o quanto vale a palavra dele”, acrescenta a doutora.
Com os dados conhecidos, sabe-se que a Espanha gastou, entre os anos de 1985 e 2011, cerca de 850 milhões de euros para abortar 1.692.991 seres humanos, a um custo médio de 500 euros por aborto.
“São números inadmissíveis para qualquer democracia moderna e de progresso, mas muito mais violentos num contexto de crise como este que estamos vivendo”, enfatiza a associação.
Joya considera que “os maiores beneficiados foram mais uma vez os empresários sem escrúpulos, que engordam o caixa à custa da vida, da morte, da angústia e do sofrimento das crianças que eles abortam e das mães e pais delas”.
Fonte: http://www.zenit.org/article-32056?l=portuguese

INSTITUIÇÕES PROMOVEM A VIDA E AJUDAM A SALVAR MULHERES E CRIANÇAS


Comunidade Santos Inocentes e Projeto Raquel acolhem mulheres que pensam em abortar ou que já passaram por essa experiência traumática, e as ajudam a dizer sim à vida.

Por Moisés de Oliveira / Liliam Alves
BRASILIA, sexta-feira, 21 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - Os sinais indicaram a chegada de um Rei que haveria de libertar e salvar toda a humanidade. O Rei tinha nascido fora dos palácios e ninguém – além de Maria, José, os magos, alguns pastores e alguns profetas – sabia quem Ele era. Temendo ser destronado, Herodes, então rei da Judeia, mandou matar o Menino.
Sem saber com segurança a idade correta do Salvador, Herodes designou a execução dos garotos com menos de dois anos de idade na cidade de Belém, onde o nascimento estava previsto. E assim “Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”. (Jer 31,15).
Para relembrar esse acontecimento, o Papa Pio V iniciou, no século IV, a celebração dos Santos Inocentes, primeiros mártires por Jesus. Realizada sempre dentro da Oitava de Natal, no dia 28 de dezembro, a solenidade convida a Igreja a refletir sobre a situação de milhões de crianças vítimas da violência e da morte precoce em todo o mundo, entre as quais, os fetos abortados.
Ao encontro dos inocentes
A cultura pós-moderna valoriza a escolha e a liberdade como bens supremos, mas não dá importância àquilo que dá suporte a esses bens: a vida. Nesse ínterim, há um novo massacre de crianças – mais silencioso e sombrio – desencadeado ainda antes do nascimento. É o que afirma Tânia Regina, fundadora da Comunidade Católica Santos Inocentes.
Em 2002, Tânia recebeu um chamado para fundar a comunidade e trabalhar com mulheres e respectivos familiares que têm o desejo de abortar os filhos por diversas razões, como financeiras, psicológicas e, até mesmo, por vaidade. “Deus nos mostrou que devíamos ser a mão amiga das mulheres grávidas, evangelizando-as para não abortarem”, conta Tânia.
Com sede na cidade de Samambaia, a 35 km de Brasília, o grupo é formado por missionários e recebe 39 crianças diariamente, em regime de creche, dando a elas e às famílias atendimento humano e espiritual.
A Comunidade Santos Inocentes chega até essas mulheres por meio de ligações e distribuição de folhetos nos mais variados locais de missão: ruas, feiras, eventos católicos. Quando uma mulher é encontrada no limiar da escolha entre a continuidade ou não da gravidez, os missionários da comunidade dão início à Operação Resgate, que procura conscientizar sobre as consequências do aborto, o valor da vida humana e o amor de Deus. Se a mulher decide por continuar a gravidez, os missionários providenciam, por meio de doações, o enxoval completo do bebê.
De acordo com Tânia, as mulheres atendidas, em geral, têm mais de 22 anos de idade, baixa escolaridade, são casadas ou possuem uma relação estável e, muitas vezes, são pressionadas pelo companheiro a praticarem o aborto. O acompanhamento é árduo e depende da abertura da gestante, mas os resultados são positivos. “Em mais de 90% dos casos que atendemos, a mãe escolhe pela vida da criança”, relata. Mesmo nos casos em que a mulher opta pelo aborto, a comunidade tenta prosseguir o acompanhamento.
Enxugando as lágrimas de Raquel
Criado nos Estados Unidos em 1984, o Projeto Raquel funciona como um ministério de cura para a mãe que praticou o aborto e para as pessoas próximas a ela. A rede de voluntários do projeto é composta por leigos, padres, diáconos, religiosos, psicólogos e profissionais da área médica especialmente treinados, que têm a tarefa de se unirem a estas pessoas no processo de arrependimento, luto, confissão e amizade com Cristo.
No Brasil, o Projeto Raquel chegou em 2011, a pedido de Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. As arquidioceses de São Paulo e Salvador foram as primeiras a receberem o projeto. Neste ano foi a vez de Brasília e Rio de Janeiro.
“Por meio da fé, compaixão e perdão, esse projeto ajuda as mulheres a superarem o trauma do aborto que carregam por anos a fio”, afirma Sônia Ragonha, coordenadora nacional do Projeto Raquel. Assim como acontece na Comunidade Santos Inocentes, as mulheres são ouvidas e acompanhadas.
Feito de forma sigilosa, os atendimentos são realizados, em boa parte, a senhoras na faixa entre 45 e 60 anos de idade, casadas e com filhos. Entre os casos se destaca o de uma senhora de 72 anos, que carregou a culpa do aborto durante muito tempo, mas obteve a cura com o acompanhamento. “Além da culpa, elas trazem sentimentos de ansiedade e depressão. Também têm dificuldade de relacionamento e medo de ter outro filho. Mas com o acompanhamento psicológico e espiritual elas conseguem superar o trauma”, relata Sonia.
Contatos:
Comunidade Santos Inocentes:              (61) 3359-2867       / 3652 - www.santosinocentes.org.br/
Projeto Raquel:              (11) 2578-4175      
Fonte: http://www.zenit.org/article-32028?l=portuguese

"CRIANÇAS NÃO SÃO MERCADORIA"


Dom Paglia se opõe à adoção por casais homossexuais

ROMA, Tuesday, 15 January 2013 (Zenit.org).
Na grande manifestação em Paris para apoiar a família natural e rejeitar o casamento gay, o presidente do Pontifício Conselho para a Família falou de uma “ditadura do egoísmo”, que quer mudar a natureza do homem. Em entrevista à Rádio Vaticano, dom Vincenzo Paglia, explicou que é muito perigoso "enfraquecer o matrimônio e a família", porque neles está "o futuro da humanidade".
Paglia reiterou que "a adoção de crianças por casais homossexuais transforma a criança em um tipo de mercadoria".
"Desde o começo do mundo, a criança tem que nascer e crescer dentro do normal, com um pai e uma mãe".
"As teorias de gênero pretendem dizer que as diferenças são resultado apenas da cultura. Dizer isto é não ser capaz de ler a realidade em que vivemos. Eu me pergunto por que somos tão diligentes no combate às manipulações da natureza, mas tão pouco atentos às manipulações da antropologia".
De acordo com o presidente da congregação vaticana, "se a medida é o ‘eu’ e a satisfação de todos os próprios desejos, então é claro que qualquer coisa pode acontecer; inclusive a destruição da civilização".
E concluiu: "É por isso que a Igreja, que é perita em humanidade, conhecendo a força social e antropológica da família, a defende com tanto afinco: porque ama o homem, ama a mulher, ama a todos, e não quer que seja destruído o berço em que nasce e cresce a sociedade como tal".
Fonte: http://www.zenit.org/article-32166?l=portuguese
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