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segunda-feira, 21 de março de 2011

BEBÊS "DESCARTÁVEIS"

Bebês “descartáveis”
Aumenta o número de fetos com deficiência que são abortados
Pe. John Flynn, LC
ROMA, domingo, 16 de janeiro de 2011(ZENIT.org) - Os pró-aborto sempre defenderam o direito das mulheres de controlar seus corpos e de ter o nascituro como quiserem. Em uma decisão estranha, um tribunal belga aprovou esse raciocínio até afirmar que uma criança tem o direito de ser abortada.
A revista belga Revue Générale des Assurances et responsabilité publicou a sentença do Tribunal de Apelação em Bruxelas, de 21 de setembro, sobre o caso de uma criança nascida com deficiência, após um erro no diagnóstico pré-natal, de acordo com a revista Gènéthique de 29 de novembro a 3 de dezembro.
O tribunal decidiu que os pais da criança poderiam exigir indenização dos médicos que não conseguiram detectar a incapacidade. Eles alegaram que, ao legalizar o aborto terapêutico, os legisladores pretendiam que as mulheres pudessem evitar dar à luz crianças com deficiências graves, "tendo em conta não só os interesses da mãe, mas também os do nascituro em si".
Assim, os juízes consideraram que a criança deve ter o "direito" ao aborto, se a sua deficiência for diagnosticada corretamente.
Esta reportagem sobre a sentença não explicou como o tribunal chegou a considerar o nascituro como capaz de ser sujeito de direitos, e por que esse direito era apenas o de ser assassinado, e não o de viver.
Uma boa mãe?
A escritora britânica Virginia Ironside deu mais um passo a mais na aceitação cada vez mais comum da visão de que é melhor abortar bebês com deficiência, ao declarar que preferiria afogar seu filho para acabar com seu sofrimento, informou a 5 de outubro o jornal Daily Mail.
Ela fez o comentário durante um programa de rádio na BBC1, Sunday Morning Live. Ironside disse também que abortar um bebê indesejado ou com deficiência "é o ato de uma mãe amorosa".
Suas declarações provocaram muitas críticas. Peter Evans, falando em nome da Christian Medical Fellowship, disse: "Para nós, fazer julgamentos de que uma pessoa não é digna de viver, não é digna da oportunidade de viver, é algo perigoso", informou o Daily Mail.
Ian Birrell, pai de uma filha com deficiência, de 16 anos, assinou um artigo adjunto em que reconhecia as dificuldades de cuidar de uma criança deficiente, mas também disse que é uma experiência intensamente gratificante. Acusou Ironside de mostrar uma maneira de pensar muito comum, segundo a qual as pessoas com deficiência seriam inferiores.
"Imagine a indignação se a Sra. Ironside tivesse dito que as crianças negras ou os adolescentes gays deveriam ser exterminados", disse Birrell.
Outros, porém, a defenderam. O colunista do jornal Guardian, Zoe Williams, afirmou que ela tinha "uma opinião válida e foi corajosa ao expressá-la" em um artigo em 5 de outubro.
Williams disse que o argumento de Ironside era um passo crucial, pois ela tinha formulado a dimensão moral de ser pró-aborto. Foi como um golpe ao que William descreve como "a autoproclamada superioridade moral dos antiabortistas".
Sunday Times deu oportunidade a Virginia Ironside para que explicasse melhor o seu raciocínio, em um artigo de opinião publicado em 10 de outubro. Argumentou que as mortes misericordiosas de pessoas idosas e doentes acontecem e que os juízes, em geral, se mostram clementes com elas. Estender esta prática ao feto ou ao recém-nascido é exatamente o que faria uma boa mãe, disse.
Novos testes
A postura de eliminar aqueles considerados indignos receberá ajuda dos novos exames que tornarão mais fácil a detecção de anormalidades na gravidez. Foi desenvolvido um exame de sangue para as mulheres grávidas capaz de detectar quase todas as doenças genéticas, informou em 9 de dezembro o Times de Londres.
Se os exames mais amplos confirmarem os resultados preliminares, o teste poderia substituir técnicas mais invasivas e arriscadas, como a amniocentese, que exige a inserção de uma agulha no útero para retirar uma amostra de tecido fetal.
Da mesma forma, o exame poderá ser usado a partir da primeira semana de gravidez, assim como na oitava, bem antes dos processos atualmente em uso, dando à mulher mais tempo para decidir abortar ou não, acrescentou o Times.
Alasdair Palmer, comentando estas notícias no jornal Telegraph de 11 de dezembro, afirmou que exames como esse evitariam que pessoas como ele nascessem. Palmer, que sofre de esclerose múltipla, falou da preocupação sobre um possível aumento no número de abortos de bebês com defeitos genéticos, incluindo os menos importantes, como o lábio leporino.
Rotineiramente, seriam abortados os bebês com síndrome de Down e, após a aceitação desta forma de pensar como uma prática aceitável, seria mais difícil traçar uma linha. "Devemos abortar aqueles que sofrem de autismo, dislexia, ou os são excessivamente baixos?", perguntou-se.
"Não vejo base alguma que permita que a lei especifique, e muito menos que imponha, um princípio que diga: este defeito genético é suficientemente ruim e é melhor que o bebê não nasça, mas este outro não é tão ruim", refletiu Palmer.
Mesmo sem os novos exames, já houve um significativo declínio no nascimento de crianças com doenças genéticas devido ao aborto seletivo. Uma longa reportagem da Associated Press, publicada em 17 de fevereiro, citou a Dra. Wendy Chung, diretora de genética clínica da Universidade de Columbia, quem disse que, devido aos diagnósticos, diminuiu a porcentagem de doenças como a de Tay-Sachs.
Nos últimos anos, têm aumentado os exames para a fibrose cística e, em Massachusetts, por exemplo, o nascimento de bebês com esta doença caiu de 29, em 2000, para apenas 10, em 2003.
Na Califórnia, relatou a Associated Press, Kaiser Permanente, uma organização de saúde de grande porte, oferece diagnóstico pré-natal. De 2006 a 2008, 87 casais com mutações de fibrose cística concordaram em examinar seus fetos e foi constatado que 23 tinham a doença; 16 dos 17 fetos que teriam uma forma grave desta doença foram abortados, e também 4 dos 6 cujo prognóstico seria menos grave.
Às vezes, os casais optam por abortar mesmo se não há problemas genéticos, conforme relatado em 10 de dezembro pelo jornal Canadian National Post.
Quando um casal descobriu que estava esperando gêmeos, os cônjuges acharam que não poderiam lidar com dois filhos, além do menino que já tinham. Então, eles decidiram fazer o que é chamado de "redução seletiva", e um dos gêmeos foi abortado.
O artigo citou uma obstetra de Nova York, Mark Evans, especialista nesta técnica, quem disse que muitos casos têm a ver com casais que estão em seu segundo casamento e já têm filhos, então só querem mais um.
Cada ser humano é único
"Deus ama cada ser humano de maneira única e profunda", declarou Bento XVI em 13 de fevereiro, em seu discurso aos membros da Academia Pontifícia para a Vida.
O Papa destacou que a bioética é um campo de batalha crucial na luta entre a supremacia da tecnologia e a responsabilidade moral do ser humano. Neste conflito, é vital manter o princípio da dignidade da pessoa humana como fonte de direitos dos indivíduos.
"Ao invocar o respeito à dignidade da pessoa, é essencial que este seja pleno, total e sem sujeições, exceto a de reconhecer que se está sempre diante de uma vida humana", disse ele.
O Pontífice advertiu que a história mostra quão perigoso pode ser o Estado quando proclama que é a fonte e o princípio da ética e legisla sobre assuntos que afetam a pessoa e a sociedade.
O passo do direito a abortar ao direito de ser abortado demonstra claramente o perigo de abandonar os princípios éticos fundamentais.

O QUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DIRIA?

Sexta-feira, Março 18, 2011

O que São Francisco de Assis diria?



A foto que vai ao lado foi tirada por mim em 17/03/2011 no elevador doConvento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, localizado no Centro desta cidade. Desculpando a falta de foco (câmeras de celular não prestam...), o que se vê é um cartaz convocando os fiéis para que compareçam ao local do discurso do presidente norte-americano Barack Obama, que aconteceria na Cinelândia, região também no Centro, a algumas dezenas de metros.

Quis a Providência Divina que o dito discurso tenha sido cancelado. Isto porém não diminui o absurdo que seja um cartaz convocando fiéis católicos para o discurso de um dos maiores abortistas do mundo.

Os fiéis, que para ali se dirigem todos os dias durante a semana a buscar o sacramento da reconciliação ou para assistir Missa, talvez não saibam do histórico do presidente norte-americano em relação ao aborto. Obama é um abortista exemplar, defende o tal "direito ao aborto" em todas as situações.

Obama é tão coerente com sua fé abortista que ele é favorável até mesmo ao "Aborto por Nascimento Parcial" ("Partial Birth Abortion"). Neste procedimento o corpo da criança é puxado para fora do útero da mãe até que apenas sua cabeça fique ainda dentro do corpo de sua mãe. Após isto o médico-açougueiro enfia tesouras no crânio do bebê e ali abre um buraco por onde será enfiado um tubo de sucção para sugar o cérebro da criança. Este horror pode ser visto abaixo.


É isto que Obama e outros abortistas como ele defendem. Ele, um dos maiores abortistas do mundo, é bem coerente com o seu abortismo, pois quem defende um tipo de aborto defende todos os tipos, sem exceção.

Onde está a incoerência é exatamente onde ela não deveria estar, junto aos franciscanos do Convento de Santo Antônio! Desconheço quem seja o responsável pelo afixamento do cartaz, mas o fato é que causa estranheza ver tal peça exposta no elevador de uma igreja católica e isto atinge a todos os freis que lá vivem. Para um católico nada há a admirar em um homem que é capaz de defender o horror que vai acima. Os franciscanos do Centro do Rio, ao ajudarem a divulgar um evento envolvendo um abortista do porte de Obama, estão ajudando a aumentar a já insana idolatria envolvendo este político, e uma idolatria que tem boa dose de racismo, é bom que se diga. Além do mais, no meio católico já há gente suficiente tendo êxtases toda vez que pensa em Obama, não precisamos de mais.

Há freis neste convento que admiro muito e creio que nem todos tem ciência de certos fatos envolvendo o presidente norte-americano. Infelizmente, por causa da atitude ou omissão de alguns a missão evangelizadora deste convento foi manchada com esta divulgação absurda.

sábado, 19 de março de 2011

MULHER FICA SEM GUARDA DO PRÓPRIO BEBÊ DURANTE CINCO ANOS POR RECUSAR OPERAÇÃO CESARIANA

Mulher fica sem guarda do próprio bebê durante cinco anos por recusar operação cesariana

17 de março de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma mulher de Nova Jérsei permaneceu sem a guarda de seu bebê durante os cinco anos passados por ter recusado assinar um formulário de consentimento permitindo uma operação cesariana durante o nascimento de seu bebê, de acordo com uma reportagem exclusiva publicada pelo jornal Daily Mail da Inglaterra.
Em sua reportagem, o Daily Mail diz que a mulher, cujas iniciais foram dadas como VM, foi acusada de abuso infantil pela equipe do Hospital St. Barnabas de Nova Jérsei por recusar assinar o documento, apesar do fato de que VM concordou em se submeter à operação se fosse mais tarde necessária.
Embora a capacidade de discernimento de VM tivesse se comprovado correta no final, e ela tivesse dado a luz naturalmente, pelo canal vaginal, um bebê saudável, o bebê lhes foi tomado pelas autoridades.
Depois de cinco anos de processos judiciais, em que o juiz e um tribunal de apelação sustentaram a decisão de destituir VM de sua filha, ela finalmente recebeu uma decisão favorável num segundo recurso. O caso foi devolvido ao juiz de primeira instância, que ainda precisa expedir uma decisão revisada. O marido de VM, cujas iniciais são BG, também foi destituído da guarda.
Ao derrubar a decisão do tribunal de primeira instância, o Tribunal Superior de Nova Jérsei declarou, conforme as reportagens: “A cessação [dos direitos dos pais] está entre as medidas mais fora do comum que um tribunal pode adotar. Temos de insistir em que essa medida seja reservada àqueles exemplos em que o Estado apresenta as provas, que a lei exige, de que o caso é fora do comum”.
O tribunal acrescentou: “Essas provas não foram apresentadas aqui”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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sexta-feira, 18 de março de 2011

SUPREMA CORTE DA ÍNDIA DIZ "NÃO" À EUTANÁSIA

SUPREMA CORTE DA ÍNDIA DIZ “NÃO” À EUTANÁSIA


No caso de uma enfermeira em estado semi-vegetativo desde 1973

Por Paul De Maeyer

ROMA, quinta feira, 17 de março de 2011 (ZENIT.org) - Enquanto o Parlamento italiano deve votar em breve uma proposta de lei sobre as chamadas DAT ou "declarações antecipadas de tratamento", que tenta impedir a eutanásia passiva e a interrupção da alimentação e hidratação artificiais, a Suprema Corte da Índia se pronunciou, na segunda-feira, 7 de marco, sobre o caso de uma mulher que passou quase quarenta anos em estado de mínima consciência.

A maior Corte da Federação da Índia rejeitou um pedido da jornalista e escritora Pinki Virani, nascida em 1959, de suspender a alimentação da enfermeira de 62 anos Aruna Ramachandra Shanbaug, para deixá-la morrer. Shanbaug entrou em um estado semi-vegetativo em 1973, após ser vítima de uma agressão sexual brutal no hospital onde ela trabalhava, o ‘King Edward Memorial Hospital' (KEM), em Bombaim.
Segundo Virani, que em 1998 dedicou ao caso um livro chamado "A história de Aruna", a de Shanbaug é uma vida "sem vida", e é até um crime sustentar a vida em um corpo reduzido ao "esqueleto" de uma pessoa "virtualmente morta". "Esta existência vegetativa prolongada, privada de toda dignidade humana, não é uma vida e colocar alimento na sua boca equivale a uma violação da dignidade humana", alegou a jornalista em sua petição, apresentada em 2009, perante a Suprema Corte (BBC, 17 de dezembro de 2009). Para a escritora, "Shanbaug tem direito de não ser reduzida a esta espécie de condição subumana".
Diferente é a situação descrita no Hospital KEM. Segundo a equipe que cuida dela, Shanbaug sente, reage ao toque, interage com expressões faciais e sons, expressa gratidão e raiva. Para seu aniversário de 50 anos, o hospital preparou uma festa, com música ao vivo, "que parece ter agradado" a mulher (‘The Hindu', 7 de março). "Ela é um ser humano, não um vegetal. Rejeita a comida quando se sente saciada, abre a boca quando o alimento é dado", conta uma enfermeira do complexo.
"Toda enfermeira nova é apresentado a Aruna; dizemos que ela foi uma de nós e vai continuar sendo. A ideia de retirar a alimentação ou dar uma injeção letal é inaceitável para quem trabalha no hospital", diz um comunicado da equipe médica do KEM, citado por ‘Eglises d'Asie' em 10 de março. O hospital está muito orgulhoso pelo fato de que, depois de tantos anos, a mulher não tem escaras de decúbito. Na sentença de 7 de março, a Suprema Corte de Nova Deli também expressou palavras de elogio pela extraordinária dedicação do pessoal do Hospital KEM à sua antiga colega.
Em sua sentença, os juízes Markandeya Katju e Gyan Sudha Mishra falaram sobre a legitimidade ou não aceitar a petição apresentada por Virani. Segundo os juízes, a jornalista e ativista por uma "morte digna" não tem o direito de apresentar a petição em nome de Shanbaug, ainda que a mulher tenha sido abandonada por seus parentes (ela tem ainda uma irmã mais velha, mas que não pode cuidar dela). Esta decisão, dizem os juízes, deve ser tomada pelos pais, pelo marido ou por parentes próximos, ou, na falta deles, pela pessoa ou organização que tenha sido o amigo mais próximo, ou mesmo pelo médico que trata dela. Por esta razão, a equipe do Hospital KEM, que "expressou claramente o desejo de que Aruna Shanbaug tenha o direito de viver", pode realizar tal petição. "Eles são, de fato, seus amigos mais próximos, e não a Sra. Pinki Virani, que a visitou apenas ocasionalmente e escreveu um livro sobre ela."
O veredicto dos jurados, definido como "histórico" ​​pela mídia, é, portanto, um "não". Por um lado, confirma a ilegalidade da eutanásia ativa, que é declarada como "inaceitável"; mas, por outro, abre a porta à chamada "passiva", que "deveria ser permitida em nosso país, em determinadas situações". Tendo enfrentado o vácuo legislativo em vigor, os juízes disseram que se sentiram "como um navio em mares desconhecidos" e afirmaram a necessidade de uma regra de lei ‘ad hoc'. O veredicto emitido em 7 de março será válido até que seja aprovado pelo Parlamento uma lei específica sobre o assunto.
O veredicto, no entanto, foi recebido com certa decepção por Virani, considerada pelos juízes como uma pessoa que agiu "de boa fé". "Depois de mais de 35 anos, a justiça ainda não foi feita", disse a jornalista em um comunicado. De qualquer forma, "graças a Aruna Shanbaug, a Suprema Corte aprovou a eutanásia passiva". "Vai ajudar outras pessoas que estão numa situação semelhante", confirmou o Dr. Surendra Delhi, da "Sociedade para o direito de morrer com dignidade", um movimento com sede em Mumbai (‘The Los Angeles Times', 8 de março).
Sobre a sentença, também se expressou o bispo católico da diocese de Poona, Dom Thomas Dabre. "Toda a questão ligada ao direito de viver ou morrer com dignidade é vista sob a perspectiva de qual é o bem mais elevado (existente) no universo", escreve o prelado (‘Daily News & Analysis', 14 de março).
"Nenhuma pessoa reta negaria que é a vida humana", continuou. "A partir dessa perspectiva, é evidente que a eutanásia é desumana e, portanto, imoral", acrescentou Dabre, quem, por sua vez, elogiou a equipe do ‘King Edward Memorial Hospital' e lembrou que o sofrimento faz parte da vida. "A vida humana é um dom e uma responsabilidade também. Cuidemos dela e a promovamos, ao invés da cultura da morte."

MARCHA CONTRA NOVA LEI DO ABORTO JUNTA 600 MIL

ESPANHA

Marcha contra nova lei do aborto junta 600 mil

08 Março 2010
Marcha contra nova lei do aborto junta 600 mil
"Vida, sim; aborto, não", gritaram nas ruas de Madrid cerca de 600 mil pessoas. Na origem do protesto está a aprovação de uma lei que permite às mulheres abortarem até às 14 semanas de gestação e a partir dos 16 anos, mesmo sem autorização dos pais. Os manifestantes, apoiados pela Igreja Católica, pretendem que o governo recue e revogue a nova legislação. Apesar de, na sua generalidade, a opinião pública espanhola apoiar o direito ao aborto, conservadores e católicos lutam contra a introdução deste tipo de medidas, apelando à mobilização contra a interrupção da gravidez.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O ABORTO ESTÁ FORA DE CONTROLE EM CUBA

HAVANA, 17 Mar. 11 / 12:21 pm (ACI)

Uma reportagem da cadeia inglesa BBC evidenciou os excessos aos que chega a prática do aborto despenalizado em Cuba, onde este procedimento se converteu em uma alternativa recorrente aos métodos anticoncepcionais e sua freqüência está causando sérios problemas de saúde às mulheres cubanas.

A reportagem publicada no último 10 de março, sustenta que "para a maioria das mulheres cubanas, a facilidade na hora de realizar um aborto é um direito ao qual não renunciam. Mas seu uso e abuso parecem estar fora de controle".

Em Cuba, explica a BBC, não existe uma lei de aborto "mas sua prática está despenalizada desde 1965. Até as dez semanas de gravidez não será preciso dar nenhuma razão para optar por essa alternativa" de maneira gratuita em qualquer hospital público.

A Pesquisa Nacional de Fecundidade realizada 2009 pelo Escritório Nacional de Estatística (ONE), sustenta que "a alta prevalência destes eventos em Cuba levou especialistas a afirmarem que os cubanos na atualidade estão utilizando estes procedimentos como métodos anticoncepcionais, quer dizer, como alternativa ao não uso -ou ao uso incorreto- dos diferentes métodos".

Os especialistas consultados pela cadeia inglesa sustentam que as altas cifras de aborto mostram que as mulheres não conhecem os riscos deste procedimento para sua saúde.

Inclusive, o presidente da Sociedade Científica Cubana para o Desenvolvimento da Família (SOCUDEF), filial da transnacional abortista International Planned Parenthood Federation (IPPF), Miguel Sosa, admitiu à BBC que "Cuba considera o aborto como um problema de saúde e quer lutar para reduzi-lo".

"Em 2009, mais da metade dos casos de infertilidade em mulheres tinham como causa as seqüelas de um ou mais abortos, acrescenta Sosa" à BBC.

As cifras de aborto estão acompanhadas pelo envelhecimento da população cubana e cifras negativas de crescimento demográfico na ilha.

Yindra García se submeteu a nove abortos desde os 20 anos de idade, geralmente porque se "descuidou" no uso de métodos anticoncepcionais. Hoje tem 28 anos e decidiu pela primeira vez seguir com uma gravidez e ter o seu filho porque, afirma, "tinha medo de fazer outro aborto".

A reportagem da BBC destaca que as últimas cifras de aborto na ilha -que em 2009 chegaram a 84 687 procedimentos- mostram um número muito inferior em relação a 1986 quando praticou-se o dobro de abortos.

Entretanto, a BBC esclarece que desde 1989 Cuba começou a utilizar um tipo de aborto precoce sob o eufemismo de "regulação menstrual" e se realiza até as seis semanas de gravidez mediante a aspiração do útero. Estas "regulações" não são consideradas na taxa anual de abortos e não requerem do consentimento dos pais no caso de menores de 18 anos.

Para funcionários como Miriam Grant do Ministério de Saúde Pública, o país reduzirá os abortos se melhora a oferta de anticoncepcionais. O contraditório é que 77 por cento das mulheres em idade fértil -segundo as mesmas cifras oficiais de 2009- usa atualmente algum método anticoncepcional, o governo os oferece a preços muito baixos e realiza campanhas de educação sexual apoiadas nestes métodos desde a idade escolar.



Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21363

SEMPRE HÁ UMA RAZÃO PARA VIVER: COMOVEDOR VÍDEO DOS BISPOS ESPANHÓIS

MADRI, 17 Mar. 11 / 03:25 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) apresentou hoje a campanha pela Vida 2011 que leva como lema "Sempre há uma razão para viver" para a que lançaram um comovedor vídeo com quatro histórias paralelas que giram em torno da narração do gol de Andrés Iniesta com o qual a Espanha obteve o campeonato mundial de Futebol na África do Sul 2010.

O vídeo, que promove a celebração da Jornada pela Vida no próximo 25 de março, festividade da Encarnação do Senhor, dura dois minutos e meio pode ser visto no link: http://www.youtube.com/watch?v=iKxfhJy43n0&feature=player_embedded 

A história eixo do vídeo mostra um ancião doente que se encontra em um hospital junto do seu filho vendo a final do mundial da África do Sul 2010, concretamente a parte do gol com o que a Espanha superou a Holanda por 1 a 0, que emociona e alegra a ambos.

As outras três mostram uma criança doente que recebe um presente de sua família e dos amigos; uma jovem em cadeira de rodas que dá uma rosa a outro jovem também em cadeira de rodas e com paralisia cerebral; enquanto que a terceira mostra uma avó que lê uma história para seus netos, uma delas com Síndrome de Down.

A realização técnica do vídeo esteve aos cuidados da produtora "Dos cincuenta y nueve Films" e contou com a participação de atores voluntários que não são profissionais.
 
Os bispos também lançaram um website: www.siemprehayunarazonparavivir.com com o qual promoverão esta campanha pela vida onde pode-se ver o vídeo e uma série de materiais alusivos para promover direito fundamental das pessoas.

Para promover esta campanha também distribuíram nas dioceses espanholas exemplares dos materiais habituais: 15 000 pôsteres e 50 000 de cada um dos seguintes documentos: um folheto informativo, um subsídio litúrgico e a nota dos bispos.

A nota dos bispos da Subcomissão Episcopal de Família e Vida da CEE assinala que "a vida de cada ser humano é sagrada, é um bem e cuidar da vida um dever. Entretanto, existe na atualidade uma escuridão que leva a não apreciar a grandeza e beleza de cada vida humana amada eternamente por Deus"

"São muitos os que não descobrem que a vida é um bem quando vem acompanhada por enfermidades graves, deficiências psíquicas ou físicas, momentos de pobreza, de solidão, da debilidade que acompanha o passo dos anos ou no momento do ocaso da própria vida"

Diante desta situação, conclui a nota, "os membros da Igreja nos sentimos urgidos a responder com o amor de Cristo e engendrar esperança em pessoas que, ao sentir-se queridas e acompanhadas em seu sofrimento ou solidão, podem superar enganos e dores; quer dizer, podem encontrar a razão para viver". 

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