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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BISPOS DA FRANÇA REPUDIAM MANIPULAÇÃO DO "BEBÊ REMÉDIO"

PARIS, 13 Fev. 11 / 01:32 pm (ACI/EWTN Noticias)

A Conferência Episcopal da França (CEF) rechaçou a manipulação do primeiro "bebê-remédio" do país, concebido através da fertilização in vitro e a seleção genética, e cujo destino é curar o seu irmão mais velho.

O pequeno Umut Talha, cujo nome em turco significa esperança, nasceu há poucos dias com um peso de 3 quilogramas e 650 gramas no Hospital Antoine Béclère em Paris. Foi "desenhado" para curar um dos seus irmãos de uma enfermidade genética grave, a beta talassemia, que causa a anemia e exige repetidas transfusões de sangue.

O bebê nasceu logo de um duplo diagnóstico genético pré-implantacional que permite a seleção dos embriões -incluindo o aborto dos que os especialistas considerem "não aptos" - para que o bebê nasça sem a enfermidade e possa converter-se em doador compatível para seus irmãos.

No futuro, através das células extraídas do cordão umbilical de Umut Talha, será possível realizar o transplante que permitiria a cura do irmão maior.

Sobre este caso, os bispos franceses recordaram em um comunicado de 9 de fevereiro que "querer curar um irmão por humanidade honra o homem" e "acompanhar no sofrimento os pais que têm um filho gravemente doente é um dever da sociedade".

Os prelados compreendem a tristeza dos pais e sua esperança na medicina, mas "legalizar o uso dos seres humanos mais vulneráveis para curar outro não é digno do homem. Conceber um filho para utilizá-lo -embora seja para curar a outro ser humano- não é respeitoso à sua dignidade". 

"O utilitarismo é sempre uma regressão. É perigoso para uma sociedade não respeitar os interesses primitivos da criança estipulados na Convenção dos direitos da criança", acrescenta o texto.

Finalmente fizeram um chamado "à correta investigação para que se encontre mais tratamentos terapêuticos apropriados".

O Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, diante da assembléia nacional no último 8 de fevereiro reunida para tratar o projeto de lei sobre bioética, rechaçou o uso dos "bebês" já que isso "suporia a exploração de um ser humano a favor de outro".

Não se pode "utilizar alguém ao serviço exclusivo do outro, pois assim esta criança seria uma ferramenta para procurar a cura de outra criança. Nos converteremos em ferramentas?" questionou. 

O primeiro “bebê remédio” nasceu nos Estados Unidos no ano 2000, posteriormente também a Espanha e a Bélgica utilizaram bebês com o mesmo fim.

Igreja se opõe à manipulação de pessoas como ferramentas para a investigação científica, e diferencia o ato humano de querer ajudar o próximo do uso de pessoas indefesas como ferramenta de investigação.

Além disso, a doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SEGURADORA DEVE INDENIZAR PAIS DE NASCITURO MORTO EM ACIDENTE DE TRÂNSITO

Seguradora deve indenizar pais de nascituro morto em acidente de trânsito
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por maioria, o pagamento de indenização pelo Seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) aos pais de um nascituro morto em um acidente de trânsito. A mãe, grávida de uma menina, conduzia uma bicicleta em via pública quando se envolveu em um acidente com um veículo automotor. A filha faleceu quatro dias depois, ainda no ventre materno. 

No voto-vista, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino ponderou que o cerne da discussão jurídica situa-se em estabelecer se o caso se enquadra na expressão “indenizações por morte”, do artigo 3º da Lei n. 6.194/1974, que definiu com mais precisão os danos pessoais a serem cobertos pelo seguro. Consta no dispositivo: “Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2º desta lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares (...)”. 

Segundo o ministro, a interpretação mais razoável da lei, centrada na proteção dos direitos fundamentais, “é no sentido de que o conceito de ‘dano-morte’, como modalidade de ‘danos pessoais’, não se restringe ao óbito da pessoa natural, dotada de personalidade jurídica, mas alcança, igualmente, a pessoa já formada, plenamente apta à vida extrauterina, que, embora ainda não nascida, por uma fatalidade, acabara vendo sua existência abreviada em acidente automobilístico”. 

Com 35 semanas de vida intrauterina, nono mês de gestação, o ministro concluiu, com base em conceitos científicos, que a menina era plenamente hábil à vida pós-uterina, autônoma e intrinsecamente dotada de individualidade genética, emocional e sentimental. Sanseverino afirmou ainda que não vê espaço “para se diferenciar o filho nascido daquele plenamente formado, mas ainda no útero da mãe, para fins da pretendida indenização”. 

O ministro entendeu que os pais da vítima seriam beneficiários da indenização, não herdeiros. Com isso, determinou que a Liberty Paulista Seguros S/A pagasse a indenização – acrescida de juros e correção monetária – e arcasse com as custas e honorários advocatícios do procurador dos autores, que arbitrou em 15% sobre o valor da condenação. 

Acompanharam o voto do ministro Paulo de Tarso Sanseverino a ministra Nancy Andrighi, o ministro Sidnei Beneti e o desembargador convocado Vasco Della Giustina. Ficou vencido o ministro Massami Uyeda, relator original do recurso. 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa 

ATIVISTA PRÓ-VIDA É SURRADO NA CHINA

Ativista pró-vida cego da China é surrado até perder os sentidos por causa de divulgação de vídeo secreto

10 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Novas informações indicam que o ativista pró-vida chinês cego Chen Guangcheng e sua esposa foram “surrados até perderem os sentidos”. Os autores da surra foram agentes do governo chinês logo antes do lançamento de um vídeo secreto nesta semana, diz a organização de direitos humanos Os Defensores dos Direitos Humanos Chineses (DDHC).
Chen Guangcheng
O DDHC diz que ficou sabendo da surra através de uma fonte anônima. A organização diz que Chen e sua esposa foram surrados na terça-feira, depois que as autoridades ficaram sabendo do vídeo, em que Chen e sua esposa falam da contínua perseguição contra eles por parte do regime comunista chinês.
(Leia mais e assista ao vídeo legendado em inglês aqui.)
A surra foi tão violenta que eles não conseguiram sair da cama, e de acordo com as reportagens não terão permissão de ir a um hospital. Eles não têm permissão de sair de casa desde que Chen foi solto da prisão em setembro passado, depois de cumprir uma sentença de quatro anos de prisão.
Chen é o principal oponente da brutal política de um único filho da China, a qual envolve o uso rotineiro de aborto e esterilização à força.
De acordo com outro grupo de direitos humanos, ChinaAid, o vídeo, que foi filmado na casa de Chen e divulgado para o público na quarta-feira, foi contrabandeado para fora da China por um funcionário governamental desiludido.
(Leia mais e assista ao vídeo legendado em inglês aqui.)
No vídeo Chen e sua esposa descrevem que sua casa está sob vigilância 24h por dia e 7 dias por semana. Eles também descrevem as contínuas táticas de intimidação usadas por agentes do governo.
Sofrer surras não é novidade para Chen e sua esposa. Quando Chen foi solto da prisão em setembro ele estava, conforme relatou a imprensa, com a saúde extremamente precária, devido em grande parte às surras que recebia na prisão.
Durante a prisão de Chen sua esposa, Yuan Weijing, foi também submetida a surras ocasionais.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BEBÊ SOBREVIVE A INFECÇÃO E TRANSFUSÃO DE EMERGÊNCIA NO ÚTERO

Bebê sobrevive a infecção e transfusão de emergência no útero

DA BBC BRASIL
Um bebê britânico nasceu saudável após contrair uma doença e passar por uma transfusão de sangue ainda no útero. Os pais de Freddie Allen ouviram de médicos e enfermeiras que ele provavelmente não sobreviveria a uma anemia séria causada por um vírus contraído pela mãe.
O pequeno Freddie Allen sobreviveu a uma anemia séria causada por um vírus contraído por sua mãe
Durante um exame ultrassom de rotina em 2010, Laurence e Deanna Allen, de Bedford, no Reino Unido, descobriram que o corpo de bebê estava excessivamente inchado. Médicos disseram ao casal que o feto, de 21 semanas, estava em grave perigo e poderia não sobreviver.
Depois de procurar uma segunda opinião, os pais descobriram que o organismo do bebê acumulava líquido por causa da ação de um vírus transmitido pela mãe.
Stephen Burrell, o obstetra que atendeu o casal, descobriu que Deanna Allen, de 41 anos, havia contraído um eritrovírus infeccioso, mais comum em crianças entre 4 e 10 anos de idade.
Na maior parte dos casos, o vírus provoca somente sintomas leves e é conhecido como "síndrome da face esbofeteada" porque provoca vermelhidão nas bochechas.
TRANSFUSÃO
Apesar de não ser considerado perigoso na maioria dos casos, o vírus atacou a medula de Freddie e bloqueou a produção de hemácias (glóbulos vermelhos).
O especialista em medicina fetal Ricardo Barini, da Unicamp, explica que, por causa da menor produção de células sanguíneas, o coração do bebê teve dificuldade de bombear sangue para o organismo.
Por isso, seu corpo acumulou líquido em diversas partes do corpo.
Um dia depois do diagnóstico, o casal foi encaminhado por Stephen Burrell para o hospital King's College, em Londres, para que o bebê recebesse uma transfusão de sangue.
"Quando eu vi o bebê no útero, a situação já era muito grave e ele provavelmente não sobreviveria mais uma semana sem o tratamento", disse o obstetra em entrevista ao canal de televisão britânico ITV
O professor Kypros Nikolaides, especialista em medicina fetal do hospital, transferiu sangue diretamente para o cordão umbilical através de uma injeção na barriga da mãe, sem a necessidade de anestesia.
Após a tranfusão, o médico introduziu novamente uma agulha na barriga da mãe, desta vez para chegar à membrana que reveste o coração da criança.
O espaço entre a membrana e o órgão precisou ser aspirado porque estava cheio de líquido, o que dificultava os batimentos cardíacos.
Recuperado, Freddie Allen nasceu, sem complicações, em 18 de setembro.
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/873482-bebe-sobrevive-a-infeccao-e-transfusao-de-emergencia-no-utero.shtml

GRÁVIDA ATRASA TRATAMENTO DE CÂNCER PARA NÃO ABORTAR

Grávida atrasa tratamento de câncer para não abortar

Victoria Webster, de 33 anos, decidiu não passar pela quimioterapia e hoje comemora o nascimento da filha


.Arquivo Pessoal
Diagnosticada com leucemia durante um exame de sangue de rotina, quando estava com 21 semanas de gravidez, a britânica Victoria Webster foi alertada de que o medicamento da doença com a quimioterapia poderia levar ao aborto.

Apesar dos riscos (e do choque da notícia), a futura mãe decidiu atrasar o seu tratamento e deu à luz uma menina saudável, a Jessica. “Para mim, não houve decisão a tomar. Eu já tinha me apegado ao meu bebê enquanto ele estava crescendo dentro de mim. Como sua mãe, eu tinha que protegê-lo”, disse ao jornal britânicoDaily Mail.

Victoria contou, ainda, que passou a sentir cansaço e tonturas logo que ficou grávida, até que foi chamada para conversar com os médicos depois de um exame de sangue de rotina. Os resultados revelaram que ela tinha leucemia mieloide crônica. Isto é, câncer do sangue - extremamente raro em pacientes abaixo de 50 anos."Quando o médico me disse que era câncer, curiosamente, o meu primeiro sentimento foi de alívio. Eu pensei que eles iam me contar que havia algo errado com meu bebê”, revelou.

Como se recusou ao tratamento, os médicos optaram por um processo alternativo. Seu sangue foi drenado do corpo e "lavado" em uma máquina especial, antes de ser bombeado de volta para suas veias. Esse processo foi feito a cada semana durante os três últimos meses de gestação. Para espanto dos médicos, Victoria, que teve total apoio do marido em sua decisão, apresentou ótimos resultados. “Eu nunca vou me arrepender de ter continuado com minha menina e atrasado o tratamento. Eu poderia ter arriscado a minha vida por ela, mas valeu a pena", contou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

40.000 MARCHARAM EM PARIS CONTRA O ABORTO

via Valores inegociáveis de Luis Dufaur em 08/02/11


Perto de 40.000 pessoas participaram da 7ª Marche pour la Vie, 2011, em Paris. Foi um sucesso sem precedentes. 



Outro fato inaudito foi a presença de quatro bispos: os de Saint-Etienne, Bellay-Ars, Bayonne e o auxiliar de Salzburg, Áustria, noticiou a agência LifeSiteNews. 



A passeata foi da Place de la République até a Place de l’Opéra. Os católicos constituíam de longe o conjunto mais numeroso, dinâmico e em clara posição de liderança. 



Como nas grandes passeatas contra o aborto que aconteciam simultaneamente nos EUA, a grande maioria dos manifestantes era composta de jovens que bradavam “queremos leis pela vida hoje, não amanhã!” 



Havia delegações da Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, Romênia, República Checa e de outros países europeus. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

RÚSSIA: NÚMERO DE ABORTOS APROXIMA-SE DO DE NASCIMENTOS


2010-01-19

O número de abortos na Rússia aproxima-se do de nascimentos, segundo dados revelados hoje pela ministra russa de Desenvolvimento Social, Tatiana Golikova.
Em 2008, nasceram na Rússia 1 milhão e 714 mil crianças, mas o número de abortos registados foi de 1 milhão e 234 mil, disse a ministra, durante um encontro do Conselho da Rússia dedicado à política demográfica.
Neste contexto, Tatiana Golikova defende que a redução do número de abortos é "um recurso real para aumentar a natalidade".
A ministra diz que é necessário "realizar trabalho de esclarecimento entre as jovens nas escolas, para que compreendam as consequências negativas do aborto". Por outro lado, reconheceu, a situação económica e social "exerce grande influência na decisão das mulheres" de abortar.
O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou, na mesma reunião, que apesar de durante quatro anos de ter havido "uma tendência sólida de crescimento da natalidade e de redução da mortalidade, há regiões onde a situação é desfavorável".
"Em média, na Rússia, a mortalidade infantil e entre as mães é várias vezes maior do que nos países mais desenvolvidos do mundo", acrescentou.
Para contrariar estas tendências, Dmitri Medvedev propõe "o emprego de tecnologias modernas na assistência às crianças durante o primeiro ano de vida", a "profilaxia do alcoolismo e da toxicodependência, o desenvolvimento da educação física e do desporto, a garantia de uma alimentação saudável e completa".
O presidente russo defende ainda que os órgãos do poder devem "interagir mais activamente com as organizações sociais e de beneficência, que prestam ajuda às famílias, mulheres e crianças".

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