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sexta-feira, 15 de julho de 2011

ALEMANHA: DIAGNÓSTICO GENÉTICO PRÉ-IMPLANTAÇÃO SE TORNA LEI

Alemanha: diagnóstico genético pré-implantação se torna lei
Igreja: prática contrária à vida que esconde uma ideologia eugênica
ROMA, quarta-feira, 13 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Após um intenso debate, a Câmara Baixa do Parlamento Federal Alemão, o Bundestag, determinou e deu carta branca para a controversa técnica de diagnóstico pré-implantação, também conhecido como PID ("Preimplantation Diagnosis") ou PDG ("Preimplantation Genetic Diagnosis"). Com uma grande maioria, os deputados aprovaram em Berlim, em 7 de julho, com 326 votos (dos 594), um projeto de lei [1] apresentado por Peter Hintze (CDU), subsecretário de Finanças, e Ulrike Flach, vice-diretor do FDP (liberais) no Bundestag.
O texto (Bundestagsdrucksache 17/5451) permite submeter embriões concebidos in vitro a uma pesquisa genética ou "screening" quando há um alto risco de transmissão, de pais para filhos, de graves doenças hereditárias ou malformações comprovadas, a possibilidade de um aborto espontâneo ou de que a criança nasça morta. Os elementos-chave para permitir que o PID são a gravidade da doença ou defeito genético e o critério de probabilidade. Para não incorrer em abusos, o projeto de lei, assim que aprovado, prevê uma consulta especialista obrigatória, a aprovação de um comitê disciplinar e o consentimento por escrito da mulher. O teste é realizado apenas em centros aprovados. No caso de um resultado "positivo", o embrião "defeituoso" não é transferido para o útero da mãe, mas destruído.
À análise dos deputados também se submeteram dois textos alternativos, mas que foram descartados. O primeiro destes dois projetos de lei (BT-Drucksache 17/5450), que recebeu 260 votos a favor, foi desenvolvido por Johannes Singhammer (CSU) e Birgit Bender (Bündnis 90/Die Grünen). Essa proposta, que foi apoiada pelos vários expoentes democratas, entre eles a chanceler Angela Merkel, o líder da União CDU/CSU no Bundestag, Volker Kauder, e um ex-ministro social-democrata da Saúde, Ulla Schmidt, excluía todos os recursos à técnica. "Esta é a ética da vida", lembrou Kauder durante o debate (Welt Online, 7 de julho). "O direito à vida não pode ser disponibilizado", disse outro apoiante do "não", o deputado e "Patientenbeauftragter" (ou seja, o mediador do governo federal para os direitos do paciente), Wolfgang Zoller (CSU).
A segunda proposta suspensa pelos deputados (BT-Drucksache 17/5452) foi um texto de compromisso, um clássico "não, mas". Imediatamente rejeitado (apenas 58 votos a favor), o projeto em questão foi assinado pelo deputado social-democrata René Röspel e pelo presidente do Bundestag, professor Norbert Lammert (CDU). Como o texto anterior, mantinha a proibição do PID, mas permitia exceções em circunstâncias muito limitadas, ou seja, quando a sobrevivência do feto não estava assegurada ou quando o bebê não teria passado do primeiro ano de vida. Decisiva para o consentimento do PID foi, neste caso, a sobrevida esperada.
A aprovação do projeto de lei Hintze-Flach foi recebida com amargura pela Igreja Católica, que, nos meses e semanas que antecederam a votação, não deixou de afirmar a sua clara oposição à técnica. "Nós lamentamos profundamente a decisão de hoje", diz um comunicado publicado no site da Conferência Episcopal Alemã (DBK) após a votação (7 de julho). "Nós, os bispos alemães, nos comprometemos intensamente com uma proibição clara do PID", diz o texto.
No comunicado, assinado por Robert Zollitsch, bispo de Freiburg (Baden-Württemberg) e presidente do organismo, os bispos alemães afirmam que "a seleção de embriões humanos viola o preceito da dignidade humana, que respeita todos os seres humanos desde o princípio”. Para a DBK, "cada ser humano é único como pessoa e portador de uma dignidade que não está disponível, independentemente do seu nível de desenvolvimento, das suas capacidades atuais, talentos, seus pontos fortes e fracos ou a sua posição social, e isso em todas as fases da sua existência”.
Apenas alguns dias antes da votação, o arcebispo Zollitsch repetiu, em entrevista à agência de notícias KNA e retomada pela Domradio de Colônia (3 de julho) que, para a Igreja Católica, o diagnóstico genético é "inaceitável, porque os seres humanos decidem o que é digno de ser vivido e o que não é”. Para Zollitsch e também o bispo Gebhard Furst – titular da diocese de Rottenburg-Stuttgart e presidente da Subcomissão de Bioética –, o descarte de embriões tem uma clara marca eugênica e também abre a porta para outra coisa: a seleção de embriões com base no sexo ou gênero.
O que reabriu o debate sobre esta técnica na Alemanha, proibida pela Lei relativa à proteção dos embriões, de 13 de dezembro, foi uma decisão emitida exatamente há um ano – em 6 de julho de 2010 – pelo Tribunal Federal de Cassação (BGH) de Lipsia, que havia absolvido um ginecologista que, em sua clínica em Berlim, submeteu ao PID os embriões em proveta de três casais, com uma predisposição comprovada a doenças genéticas, e transferiu ao útero apenas os embriões “saudáveis".
[1] O texto está disponível no site: http://dipbt.bundestag.de/dip21/btd/17/054/1705451.pdf

terça-feira, 12 de julho de 2011

CIENTISTAS ALERTAM SOBRE VARIANTE DE DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL

Cientistas alertam que nova variante de doença sexualmente transmissível poderá ser ameaça mundial à saúde

QUEBEC CITY, Quebec, Canadá, 11 de julho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma nova variante de uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns está levando os cientistas a alertar que uma superbactéria poderá causar uma “futura era de gonorreia imune a tratamentos”.
A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível e uma doença bacteriana comum que pode levar à doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade tanto em homens quanto mulheres. Muitas vezes causada por atividade sexual promíscua, a infecção é geralmente indetectável nas mulheres que podem passá-la para seu bebê em gestação durante a gravidez; nos homens, a doença é muitas vezes indiagnosticável e indetectável. Se não houver tratamento, a gonorreia pode se tornar fatal.
Contudo, os especialistas dizem que possivelmente não terão condições de curar essa infecção sexualmente transmissível no futuro. A variante mais recente, apelidada de “H041”, foi descoberta recentemente no Japão e resistiu a antibióticos típicos usados para combater a gonorreia.
A resistência antibiótica do H041 foi descoberta por Magnus Unemo do Laboratório de Referência Sueca para a Neisseria Patogênica no Hospital Universitário de Orebro. O Dr. Unemo avisou que essa variante poderá causar uma “futura era de gonorreia imune a tratamentos”.
“Se essa bactéria se espalhar agora, não sabemos qual deve ser o tratamento recomendado”, Unemo disse.
Embora se saiba que a gonorreia desenvolve resistência às drogas e se adapta às novas drogas depois de dez a quinze anos, os cientistas anteriormente puderam tratar infecções com sucesso por meio de uma droga chamada Cefalosporinas. Contudo, a nova variante não reage à droga, disse o pesquisador sueco, que agora tentará tratá-la usando carbapenems, o mais poderoso antibiótico já inventado, para combater a nova variante.
“Devido a essa situação, a Organização Mundial de Saúde nos garantiu que trabalhará na questão de criar um plano global de resposta — um desafio imenso para o futuro”, disse Unemo.
Os especialistas examinarão a nova doença e buscarão desenvolver um tratamento que possa envolver a combinação de antibióticos.
“De uma perspectiva de saúde pública, é realmente preocupante”, disse Unemo. “Essa nova variante está mostrando sua capacidade de agir como uma superbactéria. Precisamos nos concentrar em encontrar novas estratégias para tratamento”.
Unemo apresentará os detalhes da descoberta numa conferência da Sociedade Internacional para a Pesquisa das Doenças Sexualmente Transmissíveis em Quebec City em 11, onde um simpósio inteiro será dedicado ao assunto.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

GUIAS DE SEXO E ABORTO PARA JOVENS

Federação Internacional de Planejamento Familiar anuncia novos guias de sexo e aborto para jovens antes de encontro da ONU

NOVA IORQUE, EUA, 7 de julho de 2011 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — Em antecipação da conferência de jovens da ONU no final deste mês, a Federação Internacional de Planejamento Familiar [conhecida pela sigla em inglês IPPF] lançou duas novas publicações sobre aborto e direitos sexuais para jovens. Os novos documentos são a parte mais recente da campanha mais abrangente da organização visando adolescentes e crianças mais velhas.
O guia de direitos sexuais “Exclaim!” pede uma abundância de proteções e direitos de sexualidade e gênero sob o pretexto do direito internacional. “Os governos precisam respeitar, proteger e cumprir todos os direitos sexuais para os jovens”, declara a publicação.
O guia foi designado como uma ferramenta para ajudar os jovens a se tornarem promotores de sexo.
Embora não exista nenhum direito ao sexo ou ao prazer sexual em nenhum documento internacional obrigatório, o guia mostra passo a passo uma lista de direitos humanos que se acham no direito internacional e explica como dá para interpretá-los como direitos sexuais. Sob o “direito de saber e aprender” a Federação Internacional de Planejamento Familiar inclui “a eliminação dos programas de educação sexual com base na abstinência e promoção de abordagens, com base em informações e evidências, para com uma educação sexual abrangente”.
O termo “educação sexual abrangente”, conforme vem definido no guia da IPPF, vai muito além da biologia, pois inclui a ideologia de gênero, identidade e escolhas de estilos de vida. O guia insiste: “Garantir que todos os jovens entendam que têm direito ao prazer sexual e como experimentar diferentes formas de prazer sexual é importante para sua saúde e bem-estar”.
O guia também contém algumas autocontradições. Cita a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, Artigo 5, que declara: “As partes respeitarão as responsabilidades, direitos e deveres dos pais”. Contudo, o guia insiste em que os pais e o Estado são legalmente responsáveis pela promoção da cosmovisão e valores que são caracteristicamente mantidos pela IPPF. O guia exige a liberalização do aborto, auto-identificação do gênero (em vez do sexo biológico) em documentos de identidade, acesso irrestrito aos anticoncepcionais e várias outras reivindicações polêmicas.
A segunda publicação, os diários de aborto “I Decide” (Eu Decido), fornece as estórias de moças que buscaram abortos, bem como descrições explícitas de sexo, conselhos detalhados sobre como evitar a gravidez e como as adolescentes podem esquivar-se de pais que desaprovam [o aborto e o sexo antes do casamento].
A publicação informa as moças: “se você usar sozinha o misoprostol, é recomendável que você utilize tabletes, colocando-os debaixo da língua e desse jeito ninguém terá condições de saber que você usou drogas para provocar o aborto, a menos que você mesma revele para eles”.
A filial da Federação Internacional de Planejamento Familiar nos EUA recentemente passou por investigações públicas por suas táticas fraudulentas e ilegais ao lidar com menores de idade.
No ano passado, a organização de escoteiras se enredou em polêmica quando outro guia sexual da IPPF, chamado “Saudáveis, Felizes e Quentes”, foi distribuído no local de seu evento durante a Comissão sobre a Condição das Mulheres. O guia sexual, designado para moças com HIV/AIDS, promove masturbação, sexo sob a influência de drogas e álcool, bem como esconder dos parceiros a própria condição de HIV/AIDS.
A IPPF é uma organização multimilionária, que recebe contribuições do Fundo de População das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde. A organização transformou os direitos sexuais e os jovens numa de suas áreas de prioridades máximas de defesa de sua causa.
Publicado com a permissão de C-Fam.org.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PROGRAMA JUVENIL DE ÓRGÃO DA ONU PEDE ACESSO AO ABORTO E PROSTITUIÇÃO

Programa juvenil de órgão da ONU pede acesso ao aborto e prostituição

NOVA IORQUE, EUA, 1 de julho de 2011 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — O programa juvenil de um grande órgão da ONU propôs a legalização do aborto e prostituição como elementos chaves para cumprir os “direitos” reprodutivos dos jovens, antes da Conferência Juvenil da ONU.
Em preparação para a Conferência Juvenil da ONU marcada para ocorrer em Nova Iorque no final de julho, Y-PEER — o programa juvenil do Fundo de População da ONU — divulgou uma declaração pedindo a transformação em realidade dos “direitos” e saúde sexual e reprodutiva (DSSR) dos jovens por meio de leis, políticas e programas em todos os níveis governamentais.
“Visualizamos um mundo em que os Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva dos Jovens sejam plenamente transformados em realidade e onde os jovens possam experimentar e celebrar sua sexualidade”, diz a declaração.
A declaração dá ênfase especial ao “direito de escolher” e exorta os governos a criar um sistema legal em que os jovens tenham acesso universal ao aborto seguro e abrangente educação sexual.
A declaração também agrupa homossexuais, prostitutas e usuários de drogas injetáveis com jovens deficientes físicos e outros em situações de crise, e pede a descriminalização de tais condutas como meio de atender às necessidades desses jovens.
Em questões de serviços de saúde, a declaração pede direitos de confidencialidade, inclusive para crianças até de dez anos de idade. Tais direitos de confidencialidade suplantariam os direitos dos pais de se envolverem nas decisões de saúde de seus filhos, algo que é de grande preocupação para as organizações de pais.
Junto com a declaração, Y-PEER está lançando uma campanha promocional nesta sexta-feira com o objetivo de defender os DSSR dos jovens. A campanha, 10 Dias de Ativismo (10DoA), terá como foco o uso de objetivos e compromissos de desenvolvimento global concordados para promover mudanças na esfera legislativa e das políticas públicas.
Especificamente, 10DoA usará as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), o Programa de Ação da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento e várias outras declarações e convenções em suas atividades de promover os DSSR.
A visão do Y-PEER para implementar o projeto dos DSSR também assume uma abordagem nova e polêmica de alcançar as metas internacionais de desenvolvimento. Usando o tema de saúde como plataforma, a declaração afirma que os DSSR dos jovens devem ter prioridade a fim de se alcançar as metas e compromissos de desenvolvimento internacional.
Usando as MDM para a promoção dos DSSR é algo polêmico, pois os governos nunca estiveram de acordo quanto a um alvo de MDM. A saúde sexual e reprodutiva só apareceu num relatório do Secretário Geral sobre o MDM e então apenas num anexo. O FNUAP e outros que promovem o aborto subsequentemente afirmaram que era uma nova meta ou alvo.
Embora o Y-PEER e outras organizações como a Federação Internacional de Planejamento Familiar e a Coalizão Juvenil promovam uma abordagem de liberdade de ação e baseada em direitos para com os jovens e a sexualidade, algumas emergentes organizações juvenis discordam.
Ignacio Ibarzábal, diretor executivo da organização juvenil latino-americana Grupo Solido, diz que a abordagem da ONU para com a sexualidade dos jovens não reflete os desejos de muitos jovens.
“Discordamos dos adultos que generalizam os jovens hoje”, ele disse para Friday Fax. “Queremos amor e relacionamentos que tenham significado, não a revolução sexual”.
Coautoria: Colin Small
Este artigo foi publicado com a permissão de www.c-fam.org
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

ESCOLA NA SUÉCIA PROÍBE QUE CRIANÇAS SEJAM TRATADAS COMO MENINOS E MENINAS

Loucura da diversidade sexual: pré-escola da Suécia proíbe que crianças sejam tratadas como meninos e meninas

ESTOCOLMO, Suécia, 27 junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Em conformidade com um currículo escolar nacional que busca combater a “estereotipação” dos papéis sexuais, uma pré-escola do distrito de Sodermalm da cidade de Estocolmo incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino.
Os professores e funcionários da pré-escola “Egalia” evitam usar palavras como “ele” ou “ela” e em vez disso se dirigem aos mais de 30 meninos e meninas, de idades variando entre 1 e 6 anos, como “amigos”.
“A sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos”, Jenny Johnsson, uma professora de 31 anos na escola que é sustentada por impostos dos trabalhadores suecos, disse para o jornalDaily Mail. “Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser”.
A diretora Lotta Rajalin disse para a Associated Press que a escola contratou um “pedagogo de diversidade sexual” para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.
Os pronomes suecos “han” e “hon” (ele e ela), por exemplo, foram substituídos na escola pela palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas é amplamente usado pelas feministas e homossexuais.
“Nós usamos a palavra ‘Hen’ por exemplo, quando um médico, policial, eletricista ou encanador, etc., está vindo à pré-escola”, disse Rajalin. “Nós não sabemos se é ele ou ela. Por isso, dizemos: ‘Hen está vindo aqui lá pelas 14h’. Então as crianças poderão imaginar tanto um homem quanto uma mulher. Isso amplia a perspectiva delas”.
Além disso, não há livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin. Em vez disso, as prateleiras têm livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre “maneiras modernas de brincar”.
“Um exemplo concreto poderia ser quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma e elas começam a disputar”, disse Rajalin. “Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante”.
Contudo, nem todos os pais suecos estão apoiando a agenda de seu país que está eliminando os papéis sexuais.
“Diferentes papéis sexuais não são problemáticos enquanto têm valor igual”, Tanja Bergkvist disse para a Associated Press, denunciando o que ela chamou de “loucura da diversidade sexual” na Suécia.
Bergkvist comentou que aqueles que estão promovendo a igualdade entre os sexos com iniciativas que demolem os papéis sexuais “dizem que há uma hierarquia onde tudo o que os meninos fazem recebe importância mais elevada, mas fico pensando: quem é que decide o que é que tem valor mais elevado? Por que há um valor mais elevado em brincar com carros?”
Bergkvist, que é uma crítica eloquente da promoção que o Estado faz de uma estrutura sexualmente neutra nas escolas e de ambientes acadêmicos focados em estudos de diversidade sexual, comentou em seu blog como exemplo da “loucura da diversidade sexual” no país que o Conselho de Ciências da Suécia, que é sustentado pelo governo, deu uma verba de 80 mil dólares para bolsas de estudos de pós-doutorado para pesquisas no “trompete como símbolo de diversidade sexual”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

MULHER ARRISCA A VIDA E DÁ A LUZ UM BEBÊ SAUDÁVEL

Mulher com gravidez ectópica arrisca a vida e desafia as poucas esperanças que tinha, dando a luz um bebê saudável

GLOUCESTER, Inglaterra, 29 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Semanas depois que uma mulher do Arizona deu a luz um bebê saudável que passou a gestação fora do útero, foi revelado que outra gravidez ectópica — geralmente considerada um caso sem nenhuma esperança — teve um final feliz depois que uma mulher britânica deu a luz sua filha, que agora celebra seu primeiro ano de vida.
O jornal Daily Mail da Inglaterra publicou o caso de Paula Cawte e Paul Lounds, que residem em Gloucester e que foram informados pelos médicos que o prosseguimento da gestação de sua filha Eva representaria um risco considerável para a saúde de Paula, à medida que a menina estava se desenvolvendo fora do útero de sua mãe.
“Vínhamos tentando durante um ano ter um bebê e de forma alguma eu iria fazer um aborto médico quando eu estava consciente de que minha filha era saudável”, Cawte disse para o Mail. “Sabíamos que era perigoso. Os médicos disseram que eu poderia sangrar até a morte se ela rompesse um órgão ou uma artéria. Mas Paul e eu concordamos que enquanto eu não estivesse em perigo imediato, continuaríamos até onde fosse possível dando ao bebê uma chance de lutar”.
A vasta maioria das gravidezes ectópicas se implanta nas trompas, forçando os médicos a remover o bebê em gestação num procedimento que indiretamente causa a morte da criança, e isso não é considerado aborto pelos especialistas em ética que são pró-vida. No caso de Cawte, Eva tinha uma chance muito pequena de sobrevivência porque ela havia se implantado fora das trompas, e a membrana do abdome de sua mãe havia criado um bolsa ao redor dela.
Os pais recordaram que apesar de sua determinação de prosseguir com a gravidez, a notícia foi um grande golpe — “ambos rompemos em lágrimas”, disse Lounds. A gravidez também causava às vezes “intensas dores” em Cawte.
Ao dar a luz, Paula quase morreu de sangramento; ela recebeu quatro litros de sangue quando os cirurgiões realizaram uma operação cesariana para resgatar Eva, que tinha apenas 30 semanas de gestação. Mas a heroica decisão da mãe compensou, e o milagre aconteceu: de uma gravidez ectópica emergiram duas vidas saudáveis.
“Ela é bela, o bebê de aparência mais fantástica, sem nenhum problema”, disse Cawte. “Ela é tão saudável que nem parece que nasceu prematura. Ela sorri muito e é muito contente”.
No mês passado, uma reportagem do jornal Arizona Republic disse que Nicollete Soto, de 27 anos, deu a luz seu filho ectópico, Azelan Cruz, também depois de recusar uma intervenção que o teria matado. Como blastócito, Azelan havia se unido à área onde as trompas encontram o útero, uma condição conhecida como gravidez cornual.
“Assumimos o risco”, disse o namorado de Nicollete. “Deixamos para os médicos a decisão de quando fazer o parto do bebe e deixamos para Deus decidir tudo o mais”.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

PAIS DEPOIS DE MORRER

DO LADO DE LÁ


Pai depois de morrer

Por pe. John Flynn, L.C.
ROMA, domingo, 3 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Uma série de casos recentes, em que foi utilizado esperma congelado para a concepção de filhos depois da morte do pai, tem atraído a atenção mundial para o aumento desta prática.
Um dos casos em foco foi o de Jocelyn e Mark Edwards, de Nova Gales do Sul, na Austrália. Eles deveriam assinar os documentos de consentimento para começar o tratamento de fecundação in vitro, mas o marido morreu num acidente na véspera da assinatura (Sydney Morning Herald, 24 de maio).
Sua mulher obteve uma ordem judicial para conservar o esperma do marido e agora conseguiu a sentença que lhe permitirá dispor do material. As leis estatais proíbem o uso do esperma após a morte do homem, a não ser que ele tenha deixado consentimento expresso, mas o Tribunal Supremo de Nova Gales do Sul aceitou o testemunho apresentado pela mulher, segundo o qual o marido declarara, alguns anos antes, o desejo de que ela tivesse o filho caso algo lhe acontecesse.
Matéria de 3 de junho no site da revista Time informa que é relativamente comum que soldados em missões de combate congelem seu esperma para as esposas poderem ter filhos caso eles morram.
As circunstâncias podem variar e fazem surgir novas questões sobre a prática. O artigo da Timecita um caso de Israel em que os pais de um rapaz morto no ano anterior queriam um neto, utilizando o esperma do filho falecido, Ohad Ben-Yaakov, que não era casado nem tinha namorada. Seus pais queriam contratar uma mãe de aluguel.
Gêmeos
Da Rússia vêm notícias de um caso semelhante. O filho de Lamara Kelesheva morreu de câncer, mas, com o esperma conservado antes de começar a quimioterapia, sua mãe contratou uma barriga de aluguel para conceber dois pares de gêmeos (Russia Today, 7 de junho).
Nos dois anos posteriores à morte do filho, cinco tentativas falharam. Kelesheva fez um último esforço com duas mães de aluguel simultaneamente. Ambas engravidaram e deram à luz seus netos, em 6 e 8 de janeiro (Pravda, 10 de junho).
A polêmica levou o casamento da própria Kelesheva ao fim. Ela agora está empenhada numa batalha legal para ser reconhecida como a mãe das crianças, e seu filho falecido como o pai.
O registro civil de Moscou recusou-se a registrar os recém-nascidos. Kelesheva apelou para o Tribunal Municipal de Moscou. A lei russa permite o recurso a barrigas de aluguel somente para casais de marido e mulher.
“Todos estes exercícios de biomecânica levam a esta situação ambígua, em que você tem que falar da diferença entre um filho e um neto”, afirma o ativista pró-vida Andrey Khyesyuk aoRussia Today.
Outro caso peculiar é o de um homem de 57 anos, que por razões legais não pode ser identificado. Ele guardou seu esperma em 1999, temendo que tratamentos médicos o tornassem infértil.
Depois de separado, sua ex-mulher usou o dinheiro do acordo de divórcio para conceber dois filhos utilizando o esperma do ex-marido (Telegraph, 29 de maio). A mulher falsificou a assinatura dele nos formulários de autorização e o homem só soube do fato três anos depois. Nasceram uma menina e um menino, em 2001 e 2003 respectivamente.
Desde a descoberta, o pai gastou “um grande montante em dinheiro” em processos judiciais contra a ex-mulher. Ele tem acesso limitado aos próprios filhos.
Anonimato
Embora os filhos de pais falecidos cresçam sabendo quem foi seu pai, há muitas crianças concebidas por fecundação in vitro que não terão esta informação.
Newsweek analisou a situação em artigo de 25 de fevereiro. Nos Estados Unidos, em geral, as crianças concebidas com esperma de doadores não têm informação de quem é seu pai. Em muitos casos, o registro dos doadores é destruído.
Um crescente número dessas crianças, ao chegar à vida adulta, pressiona para mudar a situação. O artigo narra os esforços de um deles, Alana S., que criou a organizaçãoAnonymousUs.orgpara crianças, famílias e doadores.
Alguns países criaram leis para exigir que a informação sobre os doadores de esperma e óvulos seja acessível, mas a indústria da fecundação in vitro nos Estados Unidos continua muito pouco regulada.
Alana S., que hoje tem 24 anos, diz que muitas crianças concebidas por doadores se consideram como uma espécie de “monstros da natureza”.
Mesmos em países que possuem legislação a respeito, a situação está longe de ser perfeita. Em 10 de fevereiro, um comitê do senado australiano publicou “Práticas na Concepção através de Doadores na Austrália”.
O relatório aponta a inconsistência das posturas dos estados e territórios quanto à informação acessível às pessoas concebidas graças a um doador.
Outra preocupação do texto se refere ao risco de que as pessoas concebidas por intermédio de doador venham a ter relações consanguíneas sem saber, devido à falta de acesso à informação sobre o doador. A possibilidade não apenas aumenta o risco de doenças genéticas graves, mas pode também ter notáveis consequências sociais, adverte o relatório.
O comitê recebeu várias sugestões para que seja limitado o número de famílias que um mesmo doador possa ajudar. Segundo informação do Victorian Infertility Counsellors Group,não é raro que pessoas concebidas graças a um doador descubram que têm até vinte irmãos genéticos.
Incoerência
Em outras comunicações se comentavam as posturas incoerentes entre os estados e territórios a respeito do registro de doadores. Isso significa que não maneira de saber ou controlar com exatidão o número de famílias às quais ajuda um doador particular.
Outra questão faz referência à falta de controle dos dados, o que faz que seja difícil assegurar que as clínicas estão cumprindo os limites das doações. Um exemplo apresentado no relatório tinha a ver com uma clínica que importava esperma dos EUA que seria usado unicamente nessa clínica. Mais tarde se descobriu que esperma do mesmo doador tinha sido importado por outra clínica em New South Wales e utilizado por algumas famílias de tal estado.
Apesar das últimas mudanças para tornar mais fácil aos filhos obter informação sobre seus pais doadores, muitos dos que atingem a idade adulta não têm acesso aos registros, devido às restrições prévias junto aos doadores para manter seu anonimato.
O relatório cita o testemunho de Narelle Grech, que explicou como isso a afetou.
“Não consigo descrever até que ponto é para mim desumanizante e frustrante que o nome e os detalhes de meu pai biológico e de toda minha família paterna estejam trancados em um armário, sem possibilidade de eu ter acesso. Dizem-me que não tenho direito de ter conhecimento da informação sobre minha própria família, minhas raízes, minha identidade”, afirma.
No Canadá, essas situações foram descritas como discriminatórias e inconstitucionais pela juíza do Supremo Tribunal Elaine Adair.
A juíza decidiu a favor de um processo colocado por Olivia Pratten, que pedia para ter os mesmos direitos dos filhos adotados (Vancouver Sun, 19 de maio).
O filho não é um direito, mas um dom, assinala o Catecismo da Igreja Católica no número 2378. O filho não pode ser considerado um objeto de propriedade, algo ao que conduziria ao reconhecimento de um suposto direito ao filho.
Entre as muitas e graves objeções morais à fecundação in vitro está a de ter levado a que as crianças sejam tratadas como mercadorias. As consequências disso se podem ver nos tribunais e nas famílias.
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